Como escolher tolerância para sua peça impressa
Especificar tolerância de ±0,01 mm em FDM é receita para frustração — cada tecnologia tem um limite físico. Use este guia para mapear interfaces críticas, escolher a tecnologia certa e comunicar tolerâncias realistas ao orçar.
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Identifique as interfaces críticas da peça
Liste apenas as cotas que importam: encaixes, furos para eixos, roscas, áreas de vedação, batentes. Tudo o resto pode ficar em tolerância geral. Quanto menos cotas críticas, mais barato e rápido o processo — peças com 30 cotas justas pedem fresamento pós-impressão.
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Mapeie a tolerância típica por tecnologia
FDM: ±0,2 mm ou ±0,2% (o que for maior). SLA: ±0,05 mm em peças pequenas, ±0,1 mm em maiores. SLS PA12: ±0,3 mm com leve anisotropia entre eixos. SLM 316L: ±0,1 mm pré-usinagem; pós-usinagem chega a ±0,02 mm. Sempre verifique antes na ficha técnica do bureau.
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Distinga tolerância dimensional de geométrica
Dimensional é o valor numérico de uma cota (Ø10 ±0,1). Geométrica controla forma e posição: planicidade, cilindricidade, perpendicularidade, concentricidade — referenciadas por datums e símbolos GD&T. Manufatura aditiva pode atender dimensional fácil e ficar limitada em geométrica (warping, anisotropia).
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Aplique tolerância apenas onde funcional
Não copie tolerâncias da peça usinada original — manufatura aditiva tem outra lógica. Use folgas funcionais: 0,2 mm para encaixes de fricção em FDM, 0,1 mm em SLA, 0,3 mm em SLS. Furos críticos: imprima sub-dimensionados e usine ou alargue pós-impressão.
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Comunique no orçamento
Anote no PDF de desenho técnico ou na descrição do projeto: cotas críticas com tolerância, regiões que aceitam pós-usinagem e tolerância geral aceita. AUMAF avalia viabilidade e, se necessário, recomenda combinação manufatura aditiva + acabamento mecânico para fechar tolerâncias apertadas.
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